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Cuidados a ter com uma alimentação crua

  • 23 de set. de 2018
  • 2 min de leitura

A crescente procura por este tipo de alimentação também aumenta o risco potencial. Muitas pessoas não percebem os riscos associados e, sem os conhecerem, não os saberão evitar. Assim, aqui ficam alguns cuidados a ter, bem como algumas advertências:


1. Devido ao potencial risco de infeções, a alimentação crua não é recomendada para animais que estejam a fazer quimioterapia ou que tenham doenças que afetem o sistema imunitário.


2. Tutores que sejam susceptíveis ou que contatem com pessoas com maior risco de contrair infeções (crianças pequenas, idosos, doentes imunossuprimidos, doentes a fazer quimioterapia,…) devem estar conscientes dos riscos acrescidos de infeção que vêm com a alimentação crua. Dado o risco acrescido de contrair infeções, a utilização de dietas BARF não é recomendada nestes casos.


3. A carne deve ser congelada a -20º C durante pelo menos 3 dias (para matar os parasitas) e deve permanecer congelada até uso. Este processo não mata as bactérias e estas podem estar presentes e viáveis, mesmo depois da congelação. Após o descongelamento não se pode voltar a congelar. Deve ser dada particular atenção ao armazenamento e à manipulação da carne crua.


4. Por ter um alto teor de proteína, a alimentação natural não é recomendada para animais que tenham insuficiência hepática e/ou renal (pois estes têm dificuldade em metabolizar as proteínas).


5. Devido ao alto teor de ácidos gordos, a alimentação natural (não formulada por especialistas) não é recomendada para animais com pancreatite ou diabetes. Estes pets precisam de formulações muito especiais e difíceis de obter numa dieta caseira para não causarem agravamento da doença, com consequências potencialmente fatais.


6. É preciso especial cautela com pets jovens e a dieta BARF. Uma proporção de cálcio e fósforo incorreta pode provocar deformações ósseas e problemas de crescimento.


7. Os pets que façam uma dieta BARF devem fazer análises periódicas e checkups médico-veterinários para garantir que a dieta está equilibrada e que não existe nenhuma deficiência que precise de ser abordada. Esta necessidade é ainda maior em animais jovens e nos animais com doenças crónicas.


8. Se quiser adotar uma alimentação natural caseira para o seu cão consulte um especialista em nutrição animal. Este poderá ajudá-lo a desenvolver um plano adequado às necessidades do seu pet. Sobretudo, deve procurar ajuda especializada que saiba informá-lo dos riscos e de como evitá-los. Seguir uma alimentação crua equilibrada exige esforço e muita informação por parte de quem decide optar por essa via. O desleixo e simplificação excessiva pode ter consequências nefastas para a saúde do pet e de toda a família.










 
 
 

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